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O ministro iraniano de Exteriores, Manouchehr Mottaki, afirmou nesta quarta-feira que, caso a comunidade internacional imponha novas sanções a seu país por seu programa nuclear, estaria buscando conflitos.


Mottaki disse, em encontro organizado pelo centro de pesquisas European Policy Center, que o acordo selado por seu país com o Brasil e Turquia para obter combustível nuclear para seu reator científico é a "via da cooperação".


Enquanto isso, "a resolução" discutida pelo Conselho de Segurança da ONU para impor novas sanções "prepara o terreno ao confronto", advertiu.


Mottaki afirmou que Teerã não pensa em abrir mão de seu "direito" de ter urânio enriquecido a 20% e que, portanto, continuará sua produção para decidir então se opta pela troca --como prevê o pacto com o Brasil e Turquia-- ou por utilizar seu próprio combustível.


O acordo estabelece que o regime iraniano envie no prazo de um mês 1.200 quilos de urânio pouco enriquecido e receba um ano depois 120 quilogramas de combustível atômico enriquecido a 20%.


Mottaki recomendou à comunidade internacional que aceite este pacto, afirmando que seria um gesto que geraria muita "confiança" entre todas as partes, e garantiu que seu país se opõe às armas nucleares.


No entanto, perguntado pelo programa de mísseis iniciado pelo governo, ressaltou que o Irã deve estar preparado para um eventual ataque.


"Nossa produção militar segue uma doutrina defensiva", assegurou, lembrando que o Irã nunca atacou outro país, mas foi agredido.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/744411-ira-diz-que-novas-sancoes-a-programa-nuclear-podem-causar-conflito.shtml.