terça-feira, 13 de julho de 2010

Pyongyang fala em retomar diálogo sobre desarmamento

A Coreia do Norte afirmou hoje que está disposta a retomar as negociações de desarmamento nuclear, num sinal de sua satisfação com um comunicado do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) que evitou culpar Pyongyang diretamente pelo naufrágio de uma corveta sul-coreana. Ontem, o órgão afirmou estar "profundamente preocupado" com o afundamento do navio de guerra sul-coreano Cheonan, que causou a morte de 46 marinheiros em março, mas não condenou a Coreia do Norte pelo ocorrido. Pyongyang havia alertado que uma condenação direta poderia levar a "uma resposta militar".
Negociações nucleares entre as Coreias, Estados Unidos, Japão, Rússia e China estão paralisadas desde dezembro de 2008. Além disso, as Coreias continuam tecnicamente em guerra, pois nunca assinaram um tratado de paz após o cessar-fogo que deu fim ao conflito de 1950-53.
"A Coreia do Norte fará esforços consistentes para a conclusão de um tratado de paz e a desnuclearização por meio de conversas (entre os seis países envolvidos) em pé de igualdade", afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do país, em comentários citados pela agência estatal norte-coreana KCNA.
A Coreia do Sul, que estuda medidas de retaliação contra o vizinho desde o afundamento da corveta, recebeu o anúncio com cautela. O Ministério da Defesa sul-coreano afirmou hoje que o país pretende realizar exercícios militares com os EUA, mas destacou que o cronograma e escala dos exercícios não foram finalizados. Já Pyongyang voltou a alertar hoje que quaisquer provocações ou sanções impostas pelos sul-coreanos ou norte-americanos serão recebidas com "forte retaliação física".

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,pyongyang-fala-em-retomar-dialogo-sobre-desarmamento,579303,0.htm

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Em carta à ONU, Irã agradece ao Brasil por voto contrário a sanções

Brasil e Turquia não apoiaram punição a Teerã no Conselho de Segurança.

Medidas não vão impedir país de deter programa nuclear, afirma chanceler.

As novas sanções do Conselho de Segurança da ONU não impedirão o Irã de prosseguir com seu programa nuclear pacífico, afirmou o chanceler iraniano Manuchehr Mottaki em uma carta aos 15 membros do Conselho, na qual agradece ao Brasil e à Turquia por "resistir às pressões políticas".

"A adoção de tais resoluções não afeta a determinação do Irã de prosseguir com seu programa nuclear pacífico", escreve Mottaki em sua carta enviada aos 15 chanceleres dos países membros do Conselho de Segurança, citada pela agência Irna.

O Conselho de Segurança adotou em 9 de junho uma resolução que reforça as sanções contra o Irã por sua negativa de suspender seu enriquecimento de urânio.

Doze dos 15 membros do Conselho - em particular China e Rússia, aliados tradicionais de Teerã - votaram a favor da resolução, mas Brasil e Turquia votaram contra, e o Líbano se absteve.

Mottaki agradeceu em sua carta ao Brasil e à Turquia "por sua resistência às pressões políticas de alguns países e por seu voto negativo à resolução".

Brasil e Turquia negociaram em maio um acordo para a troca de urânio iraniano em território turco, mas o texto foi ignorado pelas potências, que suspeitam que a República Islâmica quer fabricar uma bomba atômica.

domingo, 27 de junho de 2010

Enquete 3



Queridos,

E o resultado da nossa terceira enquete foi... " Margareth Thatcher. Porque o seriado favorito dela é Friends"!

E em homenagem a tão digna figura...




Joey: Noooooooooooo, I can't believe it. Nooooooooo, you're Miss Margareth Thatcher!

MT: Yeah, baby. How you doing? ;)

Sem mais.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Notícias - Coréia do Norte

25/06/2010-16h55

EUA advertem Coreia do Norte contra possíveis lançamentos de mísseis

Publicidade

Os Estados Unidos advertiram a Coreia do Norte nesta sexta-feira contra "atos que possam agravar as tensões" na península coreana, depois que Pyongyang emitiu um aviso para que navios não navegassem na sua costa oeste.


Os EUA e a Coreia do Sul suspeitam que o aviso, emitido na quinta-feira, preceda um treinamento norte-coreano com mísseis de curto alcance no mar.


"A Coreia do Norte deve se abster de atos que agravem as tensões e evitar novas provocações", disse o porta-voz o Departamento de Estado dos EUA, Philip Crowley.


"Claramente este não é o tipo de medidas que desejamos ver neste momento", completou o porta-voz, que também pediu que o regime norte-coreano "suspenda todas as provocações".


Pedido

O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, pediu nesta sexta-feira aos vizinhos do Norte que ponham fim às provocações militares para que as nações caminhem juntas rumo à paz, em discurso durante a comemoração do 60º aniversário da explosão da Guerra da Coreia (1950-53).


Lee pediu ao governo de Kim Jong-il que trabalhe pela convivência do povo coreano e para "recuperar rapidamente a estabilidade e a paz na península".


Além disso, Lee pediu à Coreia do Norte para se desculpar pelo afundamento da embarcação sul-coreana "Cheonan", que deixou 46 marinheiros sul-coreanos mortos no último dia 26 de março em águas próximas à Coreia do Norte, em incidente que elevou a tensão entre os dois países.


"A Coreia do Norte tem que reconhecer e se desculpar pela provocação do 'Cheonan', e adotar uma postura responsável perante a comunidade internacional", acrescentou Lee em seu discurso.


Mísseis

A Coreia do Norte emitiu um alerta contra navegações na costa oeste da península coreana, no que pode ser a preparação para o lançamento de um míssil na noite de quinta-feira.


Pyongyang designou uma área do noroeste (do Mar Amarelo) como uma zona de não navegação entre 19 e 27 de junho.


O país já realizou testes de lançamento com vários mísseis no ano passado, incluindo um balístico de longo alcance, ignorando pedidos do Sul e dos Estados Unidos para interrompê-los.


As tensões entre as duas Coreias aumentaram desde que o Sul culpou o Norte de atacar um de seus navios em março. O Norte nega envolvimento no incidente, dizendo que a acusação é uma manobra política fabricada.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/757219-eua-advertem-coreia-do-norte-contra-possiveis-lancamentos-de-misseis.shtml .

Sanções da ONU deixarão Irã mais unido e resistente, diz líder religioso


Ao celebrar as tradicionais orações muçulmanas de sexta-feira no campus da Universidade de Teerã, o líder religioso Hojjatoleslam Kazem Sediqi condenou as sanções impostas ao Irã pela ONU e disse que as medidas são ineficientes e devem tornar o país mais unido e resistente, informou a agência estatal Irna.
De acordo com o líder a recente aprovação de uma quarta rodada de sanções no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) -- que impõem punições à República Islâmica -- demonstram que a organização "não existe".
Sediqi disse ainda que o órgão que aprovou as medidas é um "Conselho Anti-Segurança".
"A nação, que confia em Deus todo-poderoso e mantém uma revolução cujo objetivo é reavivar a ideologia religiosa, não só resistirá a tais sanções mas ficará mais unida e resistente, disse o líder, citado pela Irna.
Para o clérigo as sanções não são "novidade" para Teerã.
Falando ao Ocidente, o líder indicou que as potências subestimam o poder da Revolução Islâmica.
"Talvez vocês não tenham identificado bem a nação iraniana porque não prestaram a mínima atenção (...), especialmente quando nossas forças militares e nossa cultura estiveram, sob o seu controle. Apesar disso, esta nação, liderada pelo falecido Imã [o aiatolá Khomeini], expulsou vocês do país e fundou um governo religioso", afirmou durante seu sermão.
Sediqi relembrou as duras condições enfrentadas pela República Islâmica após a revolução e disse que durante a época a nação não temeu os oito anos da guerra com o Iraque (1980-88), os ataques químicos e as "brutais invasões", e que por isso as sanções atuais a ONU "não serão eficientes".
Sanções adicionais dos EUA
Ainda na quinta-feira a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou sanções unilaterais severas para pressionar os setores bancário e energético do Irã. O Senado já tinha aprovado o projeto de lei mais cedo. A medida agora segue para ser assinada pelo presidente Barack Obama e tornar-se lei.
A proposta foi aprovada por 99 votos a 0 no Senado, e 408 a 8 na Câmara dos Representantes.
O Congresso quer pressionar Teerã a suspender seu programa nuclear. Washington suspeita que o programa tenha como objetivo a fabricação de uma bomba atômica, mas o Irã nega a acusação.
Os políticos dos partidos Republicano e Democrata vêm tentando aumentar as sanções ao Irã. Apesar da aprovação de medidas mais duras pelo Conselho de Segurança da ONU e da União Europeia nas últimas semanas, os legisladores americanos acham que elas não foram duras o suficiente.
Empresas americanas já são proibidas de fazer negócios com o Irã ou investir no país persa. Empresas estrangeiras que investem no setor energético iraniano também podem sofrer sanções segundo a lei atual dos EUA, mas nenhuma punição foi aplicada até agora.
A nova legislação penaliza empresas que entregam gasolina ao Irã e instituições bancárias internacionais que estão envolvidas com a Guarda Revolucionaria iraniana, o programa nuclear do país e ajudam supostas atividades terroristas.
Ela privará bancos estrangeiros de acessar o sistema financeiro dos EUA se eles fizeram negócios com os iranianos. Os fornecedores mundiais de gasolina também podem ser banidos do sistema bancário, das transações de propriedade e de câmbio nos Estados Unidos.
Medidas
O Conselho de Segurança da ONU renovou em 9 de junho sua condenação à política nuclear iraniana em uma resolução acompanhada por sanções, a quarta desde 2006.
O governo iraniano afirmou na última sexta-feira (18), em comunicado publicado pela agência Irna, que as sanções recebidas do Conselho de Segurança da ONU são ilegais e deveriam ser revogadas.
De acordo com o órgão iraniano, a aprovação destas sanções adicionais seriam ilegais, pois quebram um artigo do estatuto da ONU e contradizem as regras da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).
Às medidas da ONU somaram-se sanções extras aplicadas pelos EUA e pela UE. As medidas proíbem transações de americanos com as entidades listadas, e buscam congelar quaisquer bens que elas tenham sob jurisdição americana. A União Europeia anunciou medidas adicionais semelhantes na quinta-feira (17).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Irã proíbe entrada de dois inspetores nucleares da ONU no país


Inspetores iriam visitar instalações nucleares no país.

Governo notificou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Do G1, com agências internacionais *
O governo do Irã proibiu a entrada no país de dois inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que pretendiam verificar as instalações nucleares, informou nesta segunda-feira (21) a agencia ISNA, citando como fonte o chefe do programa nuclear iraniano, Alí Akbar Salehi.
Salehi disse que os dois foram declarados 'persona non-grata' por concordarem com um relatório "falso" da AIEA sobre o trabalho nuclear do país islâmico. O chefe do programa não deu detalhes sobre os funcionários nem sobre o relatório e disse que Teerã pediu à agência da ONU que substituísse os inspetores.
Em seu último relatório sobre o Irã, em maio, a AIEA afirmou que o país estava preparando equipamentos extras para enriquecer urânio em altos níveis e também continuava a estocar material nuclear.A agência não comentou o fato, mas um diplomata confirmou que o Irã notificou a AIEA sobre a proibição. O Conselho de Segurança da ONU impôs uma quarta rodada de sanções ao país persa no dia 9 de junho, por causa das atividades nucleares consideradas suspeitas pelas potências ocidentais. Teerã nega que esteja desenvolvendo armas nucleares e reforça que seu programa é pacífico.
* Com informações da Reuters e AFP

domingo, 20 de junho de 2010

Enquete 2

Queridos,

A opção vencedora da nossa enquete número 2 foi a seguinte:

"A Terceira Guerra Mundial. Temos a meta de em menos de 10 anos entrar para algum livro de história."

A próxima está a caminho!

p.s: É Brasil na segunda fase da Copa! ;)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Notícias - Irã, União Européia

14/06/2010-17h34

União Europeia deve impor sanções extras ao Irã

Publicidade

Os ministros de Exteriores da União Europeia (UE) apoiaram nesta sexta-feira a ideia de impor ao Irã sanções além das aprovadas na semana passada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, que poderiam incluir medidas no setor de energia.


As medidas serão estipuladas pelos chefes de Estado e governo na cúpula da próxima quinta-feira (17) em Bruxelas, disseram fontes diplomáticas.


Os líderes estudarão a aprovação de "fortes medidas de acompanhamento e apoio" à resolução do Conselho de Segurança com novas sanções, destacou um texto de conclusões aprovado pelos ministros de Exteriores.


Mesmo assim, a oferta de negociações com o Irã "segue na mesa", destacaram os ministros, que insistiram na disposição europeia em conseguir "uma solução negociada".


Neste sentido, a UE anunciou nesta segunda o envio de uma carta ao secretário-geral do conselho de Segurança Nacional iraniano, Saeed Jalili, para propor uma reunião "o mais rápido possível", a fim de discutir o programa nuclear iraniano.


Se finalmente forem aprovadas na quinta-feira pelos líderes da comunidade, as novas sanções que a UE estuda atingirão o setor de energia, haverá mais limitações ao comércio em setores de possível duplo uso civil-militar, mais restrições no setor de transportes e medidas mais restritas em questões de transportes, congelamento de bens e restrições de vistos.


Em energia, serão proibidos os investimentos em projetos de petróleo e gás, assim como em equipamentos para este setor-chave na economia iraniana, segundo o texto de conclusões aprovado pelos ministros.


Também estão previstas novas restrições à atividade em território europeu de bancos iranianos.



Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/750788-uniao-europeia-deve-impor-sancoes-extras-ao-ira.shtml .

Resultado da enquete!

Queridos diplomatas wannabe,

É com extrema satisfação que anuncio o resultado da nossa querida enquete:


X Todas as anteriores. Meu negócio é high politics, quero mais é explodir o mundo!

Vale lembrar que a opção do PNUMA também recebeu um número expressivo de votos (e confesso que se fosse ético votar, a parte da mesa que vos fala escolheria essa opção, hahaha).

Que venha a próxima, não é mesmo?

domingo, 13 de junho de 2010

Notícia - Irã, Israel

13/06/2010-08h30

Cruz Vermelha no Irã diz que navios estão prontos para ir a Gaza

Publicidade

O Crescente Vermelho (nome dado à Cruz Vermelha nos países islâmicos) iraniano já tem dois navios carregados com ajuda humanitária prontos para serem enviados à Faixa de Gaza e espera que possam partir ainda nesta semana.


Segundo Mukhtaba Makhid, representante da organização, os dois navios e as dezenas de voluntários que estarão neles só esperam a autorização do Ministério de Assuntos Exteriores para seguir viagem.


"Já estamos prontos, mas estamos à espera da permissão do Ministério de Assuntos Exteriores devido à situação política e militar na região e às condições de segurança", explicou Makhid à agência de notícias iraniana "Mehr".


O representante do Crescente Vermelho iraniano afirmou que a organização recebeu mais de 100 mil pedidos de voluntários para embarcar rumo à Palestina, mas que só aceitarão os que tenham algum tipo de experiência.


"O importante é que o povo de Gaza saiba que há mais de 100 mil iranianos dispostos a viajar para ajudá-los", disse.


A decisão iraniana de enviar navios com ajuda humanitária foi tomada depois do ataque de forças de elite israelenses contra uma frota similar enviada por organizações turcas, resultando na morte de nove ativistas turcos.


O ataque, ocorrido há duas semanas, despertou uma onda de indignação em todo o mundo e foi condenado pela ONU e pela União Europeia, que exigiram de Israel uma investigação independente.


O Crescente Vermelho iraniano anunciou na segunda-feira passada que enviaria até o final desta semana a Gaza dois navios para tentar romper o bloqueio imposto por Israel sobre o território palestino.


Além disso, expressou sua intenção de enviar um terceiro navio e inclusive um avião com mais de 30 toneladas de material bélico à península do Sinai para fazê-lo entrar pela passagem de Rafah, no Egito, a única não controlada diretamente Israel.


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que se opõe frontalmente ao fim do bloqueio à Faixa de Gaza, ressaltou que seu país nunca permitirá que o território palestino se transforme em um "porto iraniano".


Israel também acusa o Irã de fornecer armas ao movimento islamita palestino Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2007.


O Crescente Vermelho iraniano já tentou enviar um navio com ajuda humanitária a Gaza em 2008, mas a Marinha israelense impediu que chegasse a seu destino.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/750156-cruz-vermelha-no-ira-diz-que-navios-estao-prontos-para-ir-a-gaza.shtml.



quarta-feira, 9 de junho de 2010

Notícias - Voto Brasil, EUA

09/06/2010-17h22

EUA cobram Brasil e Turquia a explicarem voto contra sanções ao Irã

Publicidade

Os Estados Unidos disseram respeitar o "ponto de vista diferente" do Brasil e da Turquia sobre as novas sanções ao Irã, mas cobraram explicações sobr o voto contrário dado hoje no Conselho de Segurança da ONU.


"Respeitamos o fato de que eles tenham um ponto de vista diferente sobre o impacto das sanções", declarou em uma coletiva de imprensa o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley. No entanto, "a Turquia e o Brasil vão precisar explicar o significado de seus votos neste momento", acrescentou.


O Brasil e a Turquia defendiam um acordo negociado com o Irã sobre a troca de combustível nuclear em território turco, mas ele foi recebido com receio pelas grandes potências.


Crowley disse, no entanto, que o governo americano "respeita" que o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, tenham ido pessoalmente para Teerã em maio para negociar com o líder iraniano, Mahmud Ahmadinejad.


O porta-voz acrescentou ainda que, apesar dos votos contra, "não existe desacordo em relação ao perigo representado por um programa nuclear iraniano sem verificação e, ainda, sobre a necessidade de que o Irã cumpra com suas obrigações internacionais".


O presidente dos EUA, Barack Obama, disse mais cedo que o Irã deve ficar mais cada vez mais isolada enquanto o governo iraniano "seguir ignorando" as regras internacionais do TNP (Tratado de Não-Proliferação Nuclear).


Em discurso durante a sessão de votação, que acontece na sede da ONU em Nova York, a embaixadora americana, Susan Rice, voltou a elogiar a iniciativa de brasileiros e turcos de chegarem a um acordo. "O Brasil e a Turquia trabalharam duro", afirmou Rice, "o que reflete as boas intenções de seus líderes".


Em visita à Colômbia, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou que o Brasil e a Turquia podem ter um papel importante em futuras iniciativas diplomáticas com Teerã.


"No atual impasse diplomático com o Irã, eu acho que a Turquia e o Brasil continuarão a ter um importante papel", disse.


Ela também adicionou que os dois países emergentes podem ter votado não as sanções para "deixar as portas abertas" no Irã.

(...)


Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/mundo/748159-eua-cobram-brasil-e-turquia-a-explicarem-voto-contra-sancoes-ao-ira.shtml .


Notícias - Sanções Irã

09/06/2010-16h29

Sanções da ONU ao Irã são "equívoco" e foram aprovadas por "birra", diz Lula

Publicidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira em Natal que as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU ao Irã, em razão do controverso programa nuclear mantido por este país, são "um equívoco" ocasionado pela "birra" dos "donos do conselho".


"Em vez de chamarem o Irã para a mesa [de negociação], eles resolveram, na minha opinião, apenas por birra, manter as sanções, que vão terminar não tendo nenhuma implicação para o Irã", disse Lula.


"Eu fico triste. Espero que o companheiro [presidente iraniano, Mahmoud] Ahmadinejad continue tranquilo. Como diria o saudoso Leonel Brizola, isso [a sanção] foi uma vitória de Pirro", acrescentou o presidente.


"Vitória de Pirro" é uma expressão usada para mostrar que mesmo uma ação considerada como vitória (no caso, a sanção aos iranianos) pode trazer prejuízos.


O presidente chegou a comparar os países integrantes do Conselho a um "pai duro", que "às vezes, é obrigado a dar palmada no filho, mesmo que ele não mereça, para dizer: 'Sou o pai'". Lula declarou também que o Conselho de Segurança da ONU "jogou fora" uma oportunidade histórica de negociar tranquilamente o programa nuclear iraniano.


Ele citou o acordo nuclear feito por Brasil, Turquia e Irã, que foi apresentado à ONU, e disse que quem queria negociar era justamente o Irã. "Quem não queria [negociar] eram aqueles que acham que a força resolve tudo", criticou.


Lula deu entrevista no Centro de Convenções de Natal, após assinar um decreto para a construção de um aeroporto na cidade de São Gonçalo do Amarante, por meio de uma parceria público-privada.


SANÇÕES

O documento foi aprovado nesta quarta-feira pelo Conselho de Segurança com 12 votos a favor, apesar de Brasil e Turquia votarem contra a resolução.


Na abertura da sessão, que começou com mais de uma hora de atraso, às 12h15 (horário de Brasília), a embaixadora brasileira da ONU, Maria Luiza Viotti, afirmou que, "na nossa visão", a resolução "atrasará, em vez de acelerar, uma solução para a questão".


O Líbano se absteve de votar. Os outros 12 países do Conselho de Segurança foram favoráveis, aprovando a quarta rodada de sanções contra o Irã desde 2006.


As novas sanções devem vetar investimentos exteriores iranianos em atividades e instalações relacionadas com a produção de urânio, serão estabelecidas restrições na venda de armas convencionais ao Irã. Além disso, o país será proibido de fabricar mísseis balísticos com capacidade de carregar ogivas nucleares.


Também deve haver novas restrições às operações financeiras e comerciais com o Irã, além do reforço do regime de inspeções das cargas dos navios e aviões iranianos para evitar que burlem o embargo internacional.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/748125-sancoes-da-onu-ao-ira-sao-equivoco-e-foram-aprovadas-por-birra-diz-lula.shtml .


Obs: Opções políticas a parte, nosso querido presidente Lula sempre nos surpreende com suas metáforas, não?! Pérola atrás de Pérola. Merecia ir pro jornal do Mirin! ;)


terça-feira, 8 de junho de 2010

Notícias - Coréia do Norte e China

08/06/2010-10h24

China acusa Coreia do Norte de matar três chineses na fronteira

Publicidade

A chancelaria chinesa afirmou hoje que guardas de fronteira norte-coreanos mataram a tiros três supostos contrabandistas chineses e feriram mais um na semana passada, o que levou Pequim a fazer uma queixa formal contra o país, abalando assim as relações de Pyongyang com seu único grande aliado no mundo.


"A China dá grande importância ao assunto, e imediatamente lançou uma representação solene contra a Coreia do Norte. O caso está agora sob investigação", disse o porta-voz do chanceler chinês, Qin Gang.


"Na manhã do dia 4 de junho, tropas de defesa na fronteira norte-coreana atiraram contra alguns cidadãos de Dandong na província de Liaoning, por terem sido suspeitos de cruzar ilegalmente a fronteira para comercializar", disse Qin. "Três pessoas foram mortas, e uma ficou ferida", acrescentou.


Pyongyang tem uma fronteira fortemente militarizada ao sul, onde ocorrem trocas de tiros ocasionais, e um turista sul-coreano foi morto por um tiro de um soldado norte-coreano em 2008, quando estava em uma estação de férias no Norte.


Mas ataques contra cidadãos chineses são raros. A fronteira sino-coreana, no nordeste da China, é tranquila e tem frequente passagem, com um constante fluxo de refugiados e comerciantes tentando escapar da falta de comida ou lucrar com essa situação.


Dandong é um grande ponto de comércio e ligação ferroviária para o transporte de mercadorias entre a Coreia do Norte e a China.


Pequim tolera o contrabando através da fronteira em parte por temer que um colapso do regime teria um efeito amplificador, e poderia significar que tropas sul-coreanas ou mesmo norte-americanas fossem posicionadas na fronteira.


Histórico

Os dois países são tradicionais aliados, e a China raramente critica seu vizinho publicamente. O papel da China tem sido crucial para a sobrevivência do regime de Pyongyang, provendo combustível, alimentos e investimentos na economia.


No mês passado, o líder norte-coreano Kim Jong-il fez uma excepcional visita à China, em busca de ajuda econômica e em meio à crise com a Coreia do Sul, após o naufrágio da corveta Cheonan, que deixou 46 marinheiros sul-coreanos mortos. Seul acusa Pyongyang de ter causado o afundamento da corveta.


Em março de 2009, duas jornalistas americanas foram capturadas próximo à fronteira com Dandong. Laura Ling e Euna Lee cruzaram a fronteira entre a China e a Coreia do Norte ao fazer uma reportagem sobre mulheres norte-coreanas que era forçadas à prostituição e a casamentos arranjados quando imigravam para a China.


Após detenção, as duas foram libertadas e retornaram aos EUA.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/747202-china-acusa-coreia-do-norte-de-matar-tres-chineses-na-fronteira.shtml.



Notícias - Irã e Rússia

08/06/2010-10h46

Irã alerta Rússia contra aliança com seus inimigos

Publicidade

Depois de anunciar que não negociará caso seja punido com uma quarta rodada de sanções da ONU contra seu programa nuclear, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que a Rússia não deve se aliar a inimigos da República Islâmica ao aprovar as punições propostas pelos EUA no Conselho de Segurança das Nações Unidas.


"Não há um grande problema, mas eles devem ser cuidadosos para não ficarem do lado dos inimigos do povo iraniano", disse Ahmadinejad em entrevista coletiva em Istambul, onde participa de uma cúpula junto com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin.


A Rússia costumava ser uma importante aliada do Irã, mas os dois países vêm tendo atritos por causa da decisão do Kremlin de apoiar as potências ocidentais na adoção de uma quarta rodada de sanções da ONU.


Putin, que irá se reunir com Ahmadinejad ainda nesta terça-feira, disse que a resolução do Conselho de Segurança já está "praticamente acertada", e que as sanções não devem ser "excessivas".


"O presidente do Irã está aqui e acho que... teremos uma oportunidade de discutir esses problemas, se o meu colega iraniano tiver tal necessidade", disse Putin numa entrevista coletiva ao lado do premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, anfitrião do fórum chamado "Medidas de Interação e Construção da Confiança na Ásia".


"Sou da opinião", prosseguiu Putin, "de que esta resolução não deve ser excessiva, não deve colocar a liderança do Irã e o povo iraniano numa situação complicada, que crie barreiras para o desenvolvimento da energia nuclear pacífica do Irã."


Acordo

Ahmadinejad disse que o acordo nuclear que ele fechou em maio com os governos da Turquia e Brasil foi uma oportunidade que não irá se repetir. O acordo, que se destinava a permitir novas negociações, foi rejeitado pelo Ocidente, que continua desconfiando de que o Irã pretende desenvolver armas nucleares. Teerã insiste no caráter pacífico das suas atividades.


Pelo acordo que Brasil e Turquia mediaram, o Irã entregaria ao exterior 1.200 quilos de urânio baixamente enriquecido, para em troca receber, no prazo de um ano, 120 quilos de material nuclear enriquecido a 20 por cento para uso em um reator de pesquisas médicas.


O Irã diz, no entanto, que isso não lhe impediria de continuar enriquecendo urânio, o que o Ocidente não quer.


"Esperamos que eles possam usar essa oportunidade, mas dizemos que esta oportunidade não vai se repetir", alertou Ahmadinejad.


Turquia e Brasil, membros temporários do Conselho de Segurança, dizem que o acordo eliminaria a necessidade de sanções, já que criaria uma abertura diplomática para tratar de temas mais amplos relativos ao programa nuclear iraniano.


O presidente turco, Abdullah Gul, pediu na segunda-feira a Ahmadinejad que diga à comunidade internacional que o seu governo está preparado para cooperar e resolver a disputa a respeito do seu programa nuclear.


(...)

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/747243-italia-e-alemanha-pedem-que-ira-volte-a-negociar-mesmo-apos-sancoes.shtml.


Notícias - Sanções Irã

08/06/2010-11h11

Itália e Alemanha pedem que Irã volte a negociar mesmo após sanções

Publicidade

Após uma reunião em Berlim, os ministros de Relações Exteriores da Itália e da Alemanha comentaram sobre o programa nuclear iraniano, dizendo que além das sanções que a ONU deve aplicar contra o país, a comunidade internacional precisa convencer a República Islâmica a retomar negociações.


Mais cedo, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, deixou claro que o país deve ser inflexível com relação a novas negociações caso sofra sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).


Preocupado com um posterior isolamento do Irã com a aprovação das sanções, o ministro de Relações Exteriores da Itália destacou a importância de que um esforço do Ocidente para buscar negociações não seja abandonado.


"Seria oportuno que, assim que adotada a resolução [de um novo pacote de sanções], a comunidade internacional lançasse um apelo formal ao Irã para que voltasse às negociações", afirmou Frattini ao ser questionado sobre o tema.


"Esperamos a resolução do Conselho de Segurança", complementou.


O rascunho do texto já está pronto e poderia ser aprovado nos próximos dias, segundo os diplomatas da ONU.


Já o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, informou que "Teerã deve ser transparente. Estamos prontos a negociar, mas não podemos aceitar a desestabilização da segurança, porque a arma atômica é contra o direito internacional".


Resolução

Uma resolução que impõe a quarta rodada de sanções ao Irã por seu programa nuclear está pronta para ser votada pelo Conselho de Segurança da ONU, segundo um texto que circulou nesta segunda-feira.


Não foi marcada uma data para a votação, mas os EUA têm pressionado para uma ação rápida, possivelmente esta semana. O embaixador da França na ONU, Gerard Araud, disse ontem a jornalistas que a votação deve acontecer "em curtíssimo prazo". Já diplomatas ouvidos pela agência Reuters falaram que a votação deve ser na quarta-feira (9).


Os EUA e potências aliadas acusam o Irã de querer desenvolver armas nucleares, mas Teerã insiste que seu programa tem apenas fins pacíficos.


Os 15 membros do Conselho se reuniram a portas fechadas nesta segunda-feira, a pedido de Turquia e Brasil, para discutir como prosseguir com a resolução de sanções, após cinco meses de negociações.


Turquia, Brasil e Líbano não devem votar a favor da resolução, mas nenhum deles tem poder de veto no Conselho. Diplomatas ocidentais esperam que 12 países, incluindo todos os cinco membros com poder de veto, votem a favor da medida, assegurando que seja aprovada.


Sanções

O rascunho da resolução foi fruto de meses de conversas entre EUA, Reino Unido, França, Alemanha, China e Rússia. As quatro potências ocidentais queriam medidas mais duras -- algumas tendo como alvo o setor de energia iraniano--, mas Rússia e China trabalharam duramente para amenizar as sanções.


O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, foi citado dizendo que o novo texto exclui sanções que iriam paralisar o Irã e, em vez disso, "concentra-se em medidas de não-proliferação e assegura ao máximo os interesses econômicos de Rússia e China".


A resolução pede por medidas contra novos bancos iranianos no exterior se houver suspeita de envolvimento com os programas de mísseis ou com o programa nuclear iraniano. Também há medidas de vigilância de transações com qualquer banco iraniano, incluindo o Banco Central do Irã. A resolução ainda amplia o embargo de armas contra Teerã.


Empresas e pessoas listadas nos anexos vão enfrentar congelamento de bens e proibição de viagens internacionais.


O texto proíbe o Irã de buscar "qualquer atividade relacionada a mísseis balísticos capaz de desenvolver armas nucleares". Também proíbe investimento iraniano em atividades como mineração de urânio, e proíbe o país persa de comprar vários tipos de armas pesadas, como helicópteros de ataque e mísseis.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/747243-italia-e-alemanha-pedem-que-ira-volte-a-negociar-mesmo-apos-sancoes.shtml .

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Notícias - Irã

Conselho de Segurança da ONU discute sanções ao Irã nesta segunda-feira

Publicidade

O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda-feira para discutir o pacote de sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear, informou um porta-voz do organismo.


O porta-voz Farhan Haq disse que o organismo de 15 membros irá se reunir às 20h30 GMT (17h30 de Brasília) para considerar um projeto de resolução promovido pelos cinco membros permanentes, que impõe uma quarta rodada de sanções ao Irã por sua negativa em deter atividades nucleares.


Farhan disse que os patrocinadores do projeto esperam que o texto seja votado "em meados desta semana".


Também o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, disse nesta segunda-feira que o projeto de resolução deverá ser submetido nesta semana ao voto do Conselho de Segurança.


"Prevemos submeter esse assunto ao Conselho nesta semana", declarou Crowley à imprensa, defendendo uma aceleração do processo diplomático.


Na quarta-feira, o porta-voz tinha dito que Estados Unidos esperavam que a votação ocorresse até 21 de junho.


O novo projeto de sanções contra o Irã foi apresentado aos membros do Conselho em meados de maio.


Os países ocidentais suspeitam que o Irã tenta obter armas nucleares, o que é desmentido por Teerã.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/746821-conselho-de-seguranca-da-onu-discute-sancoes-ao-ira-nesta-segunda-feira.shtml .

Notícias - Irã e AIEA

Iranian nuclear programme is ‘special case,’ says head of UN agency

Director General Yukiya Amano

7 June 2010 – The head of the United Nations International Atomic Energy Agency (IAEA) said today that the potential military dimensions of Iran’s nuclear programme make the country a “special case” for the agency as he called on Tehran to take action to ensure it fully implements its international obligations.


IAEA Director General Yukiya Amano told the body’s Board of Governors in Vienna that “Iran’s Comprehensive Safeguards Agreement requires the agency to seek to verify both the non-diversion of nuclear material from declared activities and the absence of undeclared nuclear material and activities.”



Iran’s nuclear programme – which its officials have stated is for peaceful purposes, but some other countries contend is driven by military ambitions – has been a matter of international concern since the discovery in 2003 that the country had concealed its nuclear activities for 18 years in breach of its obligations under the Nuclear Non-Proliferation Treaty (NPT).


Mr. Amano said today that the “necessary cooperation” on the part of Iran would include implementing resolutions of both the IAEA Board of Governors and the Security Council, as well as putting the Additional Protocol, a set of safeguards aimed at boosting the agency’s ability to ensure that a State does not have undeclared nuclear material, into place.


Under an agreement brokered last month by President Luiz Inácio Lula da Silva of Brazil and Prime Minister Recep Tayyip Erdogan of Turkey, Iran would ship its low-enriched uranium out of the country in exchange for high-enriched uranium for use at a civilian nuclear research site in its capital, Tehran.


This follows a draft text on providing fuel for the Tehran site – in which Iranian low-enriched uranium would be shipped for further enrichment to Russia and then to France to be fabricated into fuel – reached late last year, which was approved by France, Russia and the United States, but ultimately not accepted by Iran.


Low refined uranium can be used for civilian energy reactors but when purified to a much higher degree it can also be used in making nuclear weapons.


Late last month, Secretary-General Ban Ki-moon urged Iran to end its continued enrichment of uranium to 20 per cent purity so as to build mutual trust over its nuclear programme.


Even after agreeing to the Brazil-Turkey pact, Iran has vowed to continue this enrichment process, Mr. Ban noted.


“I have been repeatedly urging to the Iranian authorities that they have to clear their nuclear programme, that it is exclusively for peaceful purposes, and it is not meant for military purposes, and they should fully comply with the relevant Security Council resolutions,” he stressed.


In his address to the Board of Governors today, Mr. Amano also pointed out that Syria has not cooperated with the IAEA since June 2008 in connection with a destroyed building at Dair Alzour, which has been alleged by some to be the site of a nuclear reactor, as well as other locations.


“As a consequence, the agency has not been able to make progress towards resolving the outstanding issues related to those sites,” he stressed.


The Director General also noted that the IAEA’s General Conference adopted a resolution last year expressing concern over Israel’s nuclear capabilities, calling on the country to accede to the NPT. He said that he is awaiting input from Member States on meeting the objectives of the resolution.

Fonte: http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=34943&Cr=iran&Cr1= .


Notícias - Coréia do Norte

Security Council extends mandate of UN body dealing with DPR Korea sanctions



7 June 2010 – The Security Council today voted unanimously to extend for another year the mandate of the expert body dealing with United Nations sanctions on the Democratic People’s Republic of Korea (DPRK).


The Council also urged all States, relevant UN bodies and other interested parties to furnish the relevant committee with “any information at their disposal on the implementation of the measures imposed by resolution 1718 (2006) and resolution 1874 (2009).”



Resolution 1718, adopted by the Council following Pyongyang’s claims to have conducted a nuclear test in October 2006, imposed sanctions against the country as well as individuals supporting its military programme. It also demanded that DPRK cease its pursuit of weapons of mass destruction.


The Council adopted resolution 1874 in June of last year, imposing a series of measures on the DPRK that include tougher inspections of cargo suspected of containing banned items related to the country’s nuclear and ballistic missile activities, a tighter arms embargo with the exception of light weapons and new financial restrictions.


The 15-member body took this action in the wake of the 25 May 2009 nuclear test conducted in “violation and flagrant disregard” of relevant Council resolutions. The Council condemned that test and demanded that the DPRK “not conduct any further nuclear test or any launch using ballistic missile technology.”


In addition to extending the Panel of Experts until 12 June 2011, the resolution adopted today requested the group to provide the Council with a mid-term report no later than 12 November of this year.


Fonte: http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=34944&Cr=DPRK&Cr1= .



Cronologia

Histórico muito bacana sobre os últimos acontecimentos relacionados à temática nuclear.

http://www.estadao.com.br/especiais/os-ultimos-eventos-da-crise-nuclear,96450.htm

Notícias - Coréia do Norte

07/06/2010-03h04

Coreia do Norte reúne membros da Assembleia Popular em sessão atípica

Publicidade

A Coreia do Norte realiza hoje uma atípica sessão da Assembleia Popular Suprema marcada pela tensão com a Coreia do Sul por causa do afundamento em março do navio sul-coreano "Cheonan", que Seul atribui ao regime de Kim Jong-il.


Pela primeira vez desde 2003, o regime comunista convoca em duas ocasiões em um mesmo ano os 687 membros da Assembleia Popular (Parlamento norte-coreano), depois da sessão de abril passado.


Segundo informou a televisão pública sul-coreana "KBS", o Ministério da Unificação da Coreia do Sul tenta averiguar os temas que o Parlamento norte-coreano abordará, enquanto a imprensa sul-coreana vigia possíveis gestos ou decisões orientadas a assegurar a sucessão de Kim Jong-il.


Os especialistas acreditam que esta sessão servirá para impulsionar medidas de apoio econômico e para facilitar os investimentos chineses, após um acordo alcançado com o governo chinês durante a visita do líder norte-coreano, Kim Jong-il, à China em maio.


Além disso, o Parlamento norte-coreano poderia dar mais protagonismo a Kim Jong-eun, filho mais novo do líder norte-coreano, e outorgar-lhe um posto de responsabilidade na Comissão Nacional de Defesa, o principal órgão militar norte-coreano.


Esta nomeação é esperada pelos analistas, já que seria um sinal de que Pyongyang prepara a sucessão à frente do regime comunista norte-coreano, depois que se informasse que Kim Jong-il, de 68 anos, sofreu um derrame em agosto de 2008.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/746465-coreia-do-norte-reune-membros-da-assembleia-popular-em-sessao-atipica.shtml.

Notícias - Irã e Israel

06/06/2010-12h16

Guarda Revolucionária está pronta para escoltar navios a Gaza, diz Irã

Publicidade

As tropas da Guarda Revolucionária do Irã estão prontas para escoltar navios de ajuda humanitária que queiram furar o bloqueio israelense à faixa de Gaza, disse neste domingo um porta-voz do líder supremo da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei.


"As forças navais da Guarda Revolucionária do Irã estão totalmente preparadas para escoltar os comboios de paz e liberdade a Gaza com todos os seus poderes e capacidades", disse Ali Shikazi, porta-voz de Khamenei na Guarda, à agência de notícias iraniana Mehr.


Qualquer intervenção militar iraniana na região seria considerada como uma forte provocação por Israel, que acusa o país de fornecer armas ao Hamas, o movimento que controla a faixa de Gaza.


A retórica de provocações e ameaças entre os dois países tem sido frequente nos últimos anos, e neste domingo mais uma vez o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, deixou claro que uma das principais razões para se manter o bloqueio a Gaza é a de evitar que se estabeleça um "porto iraniano" no território, e impedir que o Irã entregue armas ao Hamas.


O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, não reconhece o Estado de Israel e em várias ocasiões fez ameaças contra o país.


O porta-voz Shirazi disse que o Irã encoraja mais organizações a tentarem furar o bloqueio a Gaza. "Nós devemos expôr nossos inimigos a uma ação global espontânea e não permitir que eles atinjam seus objetivos hediondos", disse.


A Guarda Revolucionária do Irã é formada por tropas de elite e responde diretamente aos comandos do líder supremo, Ali Khamenei. Composta por forças navais, aeronáuticas e de combate terrestre, elas são separadas do Exército tradicional.


"Se o líder supremo emitir uma ordem para que isto seja feito, as forças navais da Guarda Revolucionária farão o seu melhor para dar segurança aos navios. É dever do Irã defender as pessoas inocentes de Gaza", disse Shirazi.


Israel e os Estados Unidos não eliminam a possibilidade de uma ação militar contra o Irã em seus esforços para evitar que o país obtenha armas nucleares. O programa nuclear iraniano tem sido alvo de polêmicas internacionais, e o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) tenta aprovar uma quarta rodada de sanções contra o país.


Investigações

Após a operação israelense que deixou nove mortos na segunda-feira, quando a "Frota da Liberdade" tentou furar o bloqueio à faixa de Gaza, a ONU (Organização das Nações Unidas), propôs uma investigação internacional sobre o ataque. A comissão conjunta já foi rejeitada pelo governo de Israel.


O embaixador israelense nos Estados Unidos, Michael Oren, deixou claro que o país não deve aceitar uma investigação liderada por outras nações. "Nós rejeitamos uma comissão internacional. Estamos discutindo com a administração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, uma forma para que nossa investigação aconteça", disse Oren ao programa "Fox News Sunday".


O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, propôs uma investigação incluindo outros países. Ban contatou o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, no sábado, falando sobre a necessidade de se instalar uma comissão internacional de investigação.


Jim Hollander/AP
Em reunião de gabinete neste domingo (6), premiê de Israel  reafirmou que vai manter bloqueio a Gaza
Em reunião de gabinete neste domingo (6), premiê de Israel reafirmou que vai manter bloqueio a Gaza

A comissão seria integrada por Israel, Turquia e Estados Unidos, e o premiê neozelandês Geoffrey Palmer foi indicado como um possível presidente do grupo que investigaria o ataque israelense contra a "Frota da Liberdade".


Até o momento o governo de Israel tem se mostrado hesitante em aceitar uma investigação internacional, mas a imprensa israelense chegou a cogitar neste domingo que a administração poderá ter que aceitar uma investigação conjunta e até mesmo abrir mão do bloqueio a Gaza, frente à crescente pressão internacional.


Netanyahu discutiu a proposta com Ban no sábado e planejava convocar uma reunião de gabinete neste domingo para decidir sobre a presença ou não de Israel no painel.


Líderes de Israel têm afirmado publicamente sobre a intenção de abrir uma investigação própria com observadores internacionais a respeito da intercepção do navio de bandeira turca que aconteceu na última segunda-feira.


O formato de investigação liderada pelo Estado judeu somente com a participação de outros países, ao invés de uma comissão conjunta, foi sugerida pelos Estados Unidos ainda no final da semana.


Sobre formas de flexibilizar o bloqueio a Gaza, o jornal "Jerusalem Post" disse que os responsáveis pelo ministério da Defesa israelense já contemplam a possibilidade de deixar passar barcos de ajuda humanitária que aceitem ser inspecionados por uma força internacional, possivelmente das Nações Unidas, antes de cruzarem a linha de bloqueio de 20 milhas da costa de Gaza.


Mesmo assim, o premiê de Israel repetiu neste domingo que Israel "não permitirá a criação de um "porto iraniano" em Gaza, nem a entrada livre de armas" no território.


O movimento que controla a região, o Hamas, conta com amplo apoio do governo de Mahmoud Ahmadinejad, no Irã.


A ONG "Free Gaza", uma das organizadoras da "Frota da Liberdade", anunciou no domingo que uma nova tentativa de romper o bloqueio a Gaza deve ocorrer nos próximos meses. "Voltaremos", disse a organização em comunicado.


Deportações

Israel começou a deportar neste domingo os ativistas do navio irlandês Rachel Corrie, abordado no sábado pela Marinha israelense, numa operação que não deixou vítimas, ao contrário do que ocorreu na segunda-feira, quando o ataque tropas de Israel à "Frota da Liberdade" deixou nove mortos e dezenas de feridos. Sete integrantes do Rachel Corrie já estão na Jordânia, e os outros quatro devem deixar Tel Aviv ainda hoje.


Um cubano e seis malaios (o deputado Mohd Nizar Zakaria, dois jornalistas da emissora malaia TV3 e três funcionários da organização "Perdana Global Peace") cruzaram a ponte de Alenby, na fronteira entre a Cisjordânia a Jordânia.



Efe
Foto  da ONG Free Gaza mostra o navio Rachel Corrie, que deve tentar furar o  bloqueio a Gaza
Foto da ONG Free Gaza mostra o navio Rachel Corrie, interceptado por Israel neste sábado

"Todas as pessoas do navio serão deportadas no domingo, depois de terem assinado um documento em que abrem mão de recorrer à Justiça israelense contra a expulsão", disse a porta-voz do serviço de imigração de Israel, Sabin Hadad.


Ao total o navio levava 19 pessoas, sendo 11 ativistas e oito membros da tripulação.


As 12 pessoas remanescentes serão levadas ao Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, e de lá seguirão para seus países de origem.


De acordo com a porta-voz Sabin Hadad a saída de Mairead Maguire, 66, irlandesa ganhadora do prêmio Nobel da Paz e famosa defensora da causa palestina e dos outros ativistas foi atrasado porque eles se recusavam a assinar o documento proposto pela Imigração isralense, obrigando-os a renunciarem seus direitos de apelarem contra a deportação.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/746261-guarda-revolucionaria-esta-pronta-para-escoltar-navios-a-gaza-diz-ira.shtml.